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Os fundamentalistas religiosos que ateiam fogo em pessoas enjauladas, decapitam diferentes e matam com martelo e talhadeira o jovem-bruxo, o fazem, na maioria das vezes, motivados pela lógica de vingança ao profeta, ao deus ofendido.

Esse deus, sendo soberano, não se vingaria por conta própria? Não teria poder para isso? Não poderia, num suspiro, exterminá-los todos?

Porque os que vingam fazem em nome dele? 

Por acreditar que ele está demorando muito para vingar?

Para prestar um favor a um ser muito ocupado?

Por que ele escolheu seus vingadores para o trabalho?

E a condenação eterna a esses que se portam tão equivocadamente, não bastaria? Olhe bem... é condenação eterna, tortura, sofrimento e tudo o mais.

Meter uma bala na cabeça de um cara que vai sofrer eternamente é dar a ele o desprazer de já iniciar sua eternidade agonizante?

E que deus é esse tão chatinho, que vive ofendido querendo matar quem não concorda, não consegue, não se adapta, não usa calças compridas ou se tatua todo?

Definitivamente, esse deus precisa de terapia.

Os fundamentalistas religiosos se fundamentam, não nos livros sagrados, mas em seus preconceitos raciais, dificuldades com o diferente, fanatismo exacerbado para sacar a pistola, encher o corpo de bombas, acender fogueiras e proibir leituras à base da pancada.

Enlouquecidos de razão, tornam-se os vingadores de um deus inventado, quando inculcando-se sábios, tornam-se débeis.

Confesso, ainda que para espanto de muitos, que o Deus que creio (Creio!) por meio da fé (e não da Lógica Sistematizada) não tem nada a ver com essa história, ainda que seja em nome Dele, que tenho visto muitos causarem o mais terrível mal contra seu semelhante.

O Deus que eu creio manda amar o inimigo.

Um Ser que pede perdão por aqueles que o assassinam.

Que enfrenta com a verdade os religiosos dissimulados.

Recebe a mulher rejeitada pela sociedade.

Toca os intocáveis leprosos impuros.

E diz que as crianças são os seres mais importantes do Seu Reinado.

Ele nasceu em Nazaré.

E foi moído na cruz do monte das Caveiras na saída leste de Jerusalém.

E as ofensas a Ele foram vingadas Nele, naquela Cruz.

Deus se vingou da maldade dos homens contra Deus no seu próprio Ser por amor aos homens.

Por disso, toda vingança em nome Dele, é loucura e descrença, pois só a comete, quem de fato, embruteceu-se de fanatismo e usa a desculpa de um "deus" para as suas ações de terror.

Não pode, de fato crer em um Deus, quem em nome de Deus mata.


Gito.

A ESTRANHA VINGANÇA DE DEUS POR MÃOS HUMANAS



Os fundamentalistas religiosos que ateiam fogo em pessoas enjauladas, decapitam diferentes e matam com martelo e talhadeira o jovem-bruxo, o fazem, na maioria das vezes, motivados pela lógica de vingança ao profeta, ao deus ofendido.

Esse deus, sendo soberano, não se vingaria por conta própria? Não teria poder para isso? Não poderia, num suspiro, exterminá-los todos?

Porque os que vingam fazem em nome dele? 

Por acreditar que ele está demorando muito para vingar?

Para prestar um favor a um ser muito ocupado?

Por que ele escolheu seus vingadores para o trabalho?

E a condenação eterna a esses que se portam tão equivocadamente, não bastaria? Olhe bem... é condenação eterna, tortura, sofrimento e tudo o mais.

Meter uma bala na cabeça de um cara que vai sofrer eternamente é dar a ele o desprazer de já iniciar sua eternidade agonizante?

E que deus é esse tão chatinho, que vive ofendido querendo matar quem não concorda, não consegue, não se adapta, não usa calças compridas ou se tatua todo?

Definitivamente, esse deus precisa de terapia.

Os fundamentalistas religiosos se fundamentam, não nos livros sagrados, mas em seus preconceitos raciais, dificuldades com o diferente, fanatismo exacerbado para sacar a pistola, encher o corpo de bombas, acender fogueiras e proibir leituras à base da pancada.

Enlouquecidos de razão, tornam-se os vingadores de um deus inventado, quando inculcando-se sábios, tornam-se débeis.

Confesso, ainda que para espanto de muitos, que o Deus que creio (Creio!) por meio da fé (e não da Lógica Sistematizada) não tem nada a ver com essa história, ainda que seja em nome Dele, que tenho visto muitos causarem o mais terrível mal contra seu semelhante.

O Deus que eu creio manda amar o inimigo.

Um Ser que pede perdão por aqueles que o assassinam.

Que enfrenta com a verdade os religiosos dissimulados.

Recebe a mulher rejeitada pela sociedade.

Toca os intocáveis leprosos impuros.

E diz que as crianças são os seres mais importantes do Seu Reinado.

Ele nasceu em Nazaré.

E foi moído na cruz do monte das Caveiras na saída leste de Jerusalém.

E as ofensas a Ele foram vingadas Nele, naquela Cruz.

Deus se vingou da maldade dos homens contra Deus no seu próprio Ser por amor aos homens.

Por disso, toda vingança em nome Dele, é loucura e descrença, pois só a comete, quem de fato, embruteceu-se de fanatismo e usa a desculpa de um "deus" para as suas ações de terror.

Não pode, de fato crer em um Deus, quem em nome de Deus mata.


Gito.



Eles não conseguiam pronunciar o nome.

Falavam Winner, que em inglês é Vencedor.

Algumas tentavam e o máximo que conseguiam era um "Wena" que pronunciavam com a beleza do sotaque de sua língua que os estudiosos chamam maldosamente de dialeto, apenas por não ser falada por muitos.

O tio Wener era visto o tempo todo com latas de tinta nas mãos e lágrimas nos olhos.

E juntou cacarecos o mês todo, enchendo a Casa dos Voluntários de tudo quanto é bugiganga que ele achava que seria útil para o "dia tão especial" que ele ensaiava e planejava toda hora desde que o avião rumo à Nigéria decolou.

Desviávamos das garrafas, fitas, pedaços de madeira, cordas que ele ia juntando, feito alguém com síndrome de acumulação, e ia estocando tudo no canto. Não faltaram piadas para o seu cantinho de reciclagens feito ferro-velho.

E na semana do dia tão esperado, pintou garrafas, esticou fitas, pregou a rede nas traves do gol, repassou as equipes, as regras e as provas e montou uma maratona para os pequenos.

Formando em Educação Física, observava-os como os técnicos nas Olimpíadas. Sempre dizendo "Esse leva jeito!".

O menino que tivera as duas pernas queimadas corria e saltava barreiras como quem fosse voar.

O menor de todos se concentrava para não esquecer a garrafa que servia como bastão na corrida.

A menina que tinha sido abandonada no mato para morrer, fazia questão de diminuir o passo para não abandonar os menores de sua equipe que vinham logo atrás.

O pequeno que tivera os dedos das mãos quebrados com martelo, jogava à distância o peso, e o pequeno que errou o salto com barreiras, numa nova chance pulou duas com sobra.

Todos queriam se superar. Se vencer.

É assim que eles são.

Vencedores.

Venceram a mais difícil das batalhas pela sobrevivência e corriam para vencer, sempre olhando para o Tio Vencedor, pois onde moram, nome sempre é aquilo que os que batizam, escolhem como um destino e para eles, "Wener" era "Winner".

Tio Winner vence quando vê os pequenos vencendo medos. Correndo livres. Quebrando seus próprios recordes. Saltando obstáculos tão maiores. Brincando, descalços, de serem felizes e sendo, sem perceber, que podem.


Gito.

Os Vencedores



Eles não conseguiam pronunciar o nome.

Falavam Winner, que em inglês é Vencedor.

Algumas tentavam e o máximo que conseguiam era um "Wena" que pronunciavam com a beleza do sotaque de sua língua que os estudiosos chamam maldosamente de dialeto, apenas por não ser falada por muitos.

O tio Wener era visto o tempo todo com latas de tinta nas mãos e lágrimas nos olhos.

E juntou cacarecos o mês todo, enchendo a Casa dos Voluntários de tudo quanto é bugiganga que ele achava que seria útil para o "dia tão especial" que ele ensaiava e planejava toda hora desde que o avião rumo à Nigéria decolou.

Desviávamos das garrafas, fitas, pedaços de madeira, cordas que ele ia juntando, feito alguém com síndrome de acumulação, e ia estocando tudo no canto. Não faltaram piadas para o seu cantinho de reciclagens feito ferro-velho.

E na semana do dia tão esperado, pintou garrafas, esticou fitas, pregou a rede nas traves do gol, repassou as equipes, as regras e as provas e montou uma maratona para os pequenos.

Formando em Educação Física, observava-os como os técnicos nas Olimpíadas. Sempre dizendo "Esse leva jeito!".

O menino que tivera as duas pernas queimadas corria e saltava barreiras como quem fosse voar.

O menor de todos se concentrava para não esquecer a garrafa que servia como bastão na corrida.

A menina que tinha sido abandonada no mato para morrer, fazia questão de diminuir o passo para não abandonar os menores de sua equipe que vinham logo atrás.

O pequeno que tivera os dedos das mãos quebrados com martelo, jogava à distância o peso, e o pequeno que errou o salto com barreiras, numa nova chance pulou duas com sobra.

Todos queriam se superar. Se vencer.

É assim que eles são.

Vencedores.

Venceram a mais difícil das batalhas pela sobrevivência e corriam para vencer, sempre olhando para o Tio Vencedor, pois onde moram, nome sempre é aquilo que os que batizam, escolhem como um destino e para eles, "Wener" era "Winner".

Tio Winner vence quando vê os pequenos vencendo medos. Correndo livres. Quebrando seus próprios recordes. Saltando obstáculos tão maiores. Brincando, descalços, de serem felizes e sendo, sem perceber, que podem.


Gito.

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