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Há mais de uma década, a Organização Internacional do Trabalho ( OIT ) estabeleceu o dia 12 de junho como dia Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil,  contudo, ainda existem milhões de crianças em todo o mundo que estão empregados ilegalmente. Em tais condições, eles não têm direito à educação e às alegrias próprias da infância.
O trabalho infantil é mental, física e emocionalmente desgastante, e em casos extremos pode ser classificado como escravidão.
Abaixo, 20 fotografias de trabalho infantil capturadas pelo mundo.


Shaheen, 10, trabalha em uma fábrica de alumínio. Foto tirada em Dhaka, Bangladesh, em 16 de novembro de 2009.


Masud, 6, reúne peças do veículo em Bangladesh, em 29 de Fevereiro de 2012.


Naginah Sadiq, 5, trabalha em uma fábrica de tijolos de barro, em Islamabad, Paquistão. Foto de 12 de Junho de 2012.


Foto tirada em Lad Rymbai, na Índia, no dia 16 de abril de 2011. Os pais não permitem que as crianças vão à escola.


Takenin, aldeia Chheuteal, província de Kandal, Camboja, em 2 de Maio de 2011. Esta menina seca tijolos para uma fábrica de tijolos


Takenin Cartum, Sudão, em 17 de setembro de 2011. Como muitas pessoas na região de Darfur, este rapaz ganha dinheiro formando blocos de lama.


Foto tiradda em Nova Delhi, na Índia, em 12 de junho de 2012. Este menino está limpando as peças da bicicleta, possivelmente para vender.


Foto feita em Dhaka, em 19 de abril de 2012. Outro rapaz trabalha em uma fábrica de alumínio.Acredita-se que mais de 6 milhões de crianças com idade inferior a 14 trabalham em Bangladesh.


Jacques Monkotan, 4, trabalha em um sítio de escavação em Dassa-Zoume, Benin, no dia 25 de Fevereiro, 2007.


Burma, em 6 de dezembro de 2011. Esta menina transporta cimento necessário para um novo hotel.


Czoton, 7, é trabalha em uma fábrica de balão em Dhaka, Bangladesh, em 23 de Novembro, 2009.


Hazrat, 7, trabalha em uma fábrica de tijolos inJalalabad, Afeganistão.


Rustam, 10, trabalha em uma fábrica de alumínio em Daca, Bangladesh. 25 outras crianças trabalham com ele durante 12 horas por dia.


Esta criança é um imigrante ilegal que recolhe plástico em um depósito de lixo em Mae Sot, Tailândia.


Esta criança organiza tijolos nos arredores de Herat, Afeganistão.


Outra criança trabalha em um depósito de lixo em Islamabad, Paquistão.


Issa, 10, trabalha em uma fábrica de armas para o Exército Livre da Síria em Aleppo.


Diversas crianças enchem os cigarros com o tabaco cultivado localmente no distrito Haragach em Rangpur, Bangladesh.


Esta criança está em busca de plástico reciclável em Siem Reap, Camboja.


Paulo Henrique Felix da Silveira, 9, de Saramandaia, favela no Recife, Brasil. 



Fonte: Lifehack

Trabalho Infantil

Há mais de uma década, a Organização Internacional do Trabalho ( OIT ) estabeleceu o dia 12 de junho como dia Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil,  contudo, ainda existem milhões de crianças em todo o mundo que estão empregados ilegalmente. Em tais condições, eles não têm direito à educação e às alegrias próprias da infância.
O trabalho infantil é mental, física e emocionalmente desgastante, e em casos extremos pode ser classificado como escravidão.
Abaixo, 20 fotografias de trabalho infantil capturadas pelo mundo.


Shaheen, 10, trabalha em uma fábrica de alumínio. Foto tirada em Dhaka, Bangladesh, em 16 de novembro de 2009.


Masud, 6, reúne peças do veículo em Bangladesh, em 29 de Fevereiro de 2012.


Naginah Sadiq, 5, trabalha em uma fábrica de tijolos de barro, em Islamabad, Paquistão. Foto de 12 de Junho de 2012.


Foto tirada em Lad Rymbai, na Índia, no dia 16 de abril de 2011. Os pais não permitem que as crianças vão à escola.


Takenin, aldeia Chheuteal, província de Kandal, Camboja, em 2 de Maio de 2011. Esta menina seca tijolos para uma fábrica de tijolos


Takenin Cartum, Sudão, em 17 de setembro de 2011. Como muitas pessoas na região de Darfur, este rapaz ganha dinheiro formando blocos de lama.


Foto tiradda em Nova Delhi, na Índia, em 12 de junho de 2012. Este menino está limpando as peças da bicicleta, possivelmente para vender.


Foto feita em Dhaka, em 19 de abril de 2012. Outro rapaz trabalha em uma fábrica de alumínio.Acredita-se que mais de 6 milhões de crianças com idade inferior a 14 trabalham em Bangladesh.


Jacques Monkotan, 4, trabalha em um sítio de escavação em Dassa-Zoume, Benin, no dia 25 de Fevereiro, 2007.


Burma, em 6 de dezembro de 2011. Esta menina transporta cimento necessário para um novo hotel.


Czoton, 7, é trabalha em uma fábrica de balão em Dhaka, Bangladesh, em 23 de Novembro, 2009.


Hazrat, 7, trabalha em uma fábrica de tijolos inJalalabad, Afeganistão.


Rustam, 10, trabalha em uma fábrica de alumínio em Daca, Bangladesh. 25 outras crianças trabalham com ele durante 12 horas por dia.


Esta criança é um imigrante ilegal que recolhe plástico em um depósito de lixo em Mae Sot, Tailândia.


Esta criança organiza tijolos nos arredores de Herat, Afeganistão.


Outra criança trabalha em um depósito de lixo em Islamabad, Paquistão.


Issa, 10, trabalha em uma fábrica de armas para o Exército Livre da Síria em Aleppo.


Diversas crianças enchem os cigarros com o tabaco cultivado localmente no distrito Haragach em Rangpur, Bangladesh.


Esta criança está em busca de plástico reciclável em Siem Reap, Camboja.


Paulo Henrique Felix da Silveira, 9, de Saramandaia, favela no Recife, Brasil. 



Fonte: Lifehack




"Que loucura fazem esses negros, fugindo da África e quando não morrem afogados na travessia, vão invadindo a Europa toda!"

Esse foi um comentário que surgiu enquanto esperávamos a fornada de pão que iria sair e passava na TV da padaria, uma reportagem sobre o naufrágio que vitimou cerca de 800 imigrantes africanos que tentavam fugir para a Itália.

A verdade é que não foram os africanos que invadiram nada. Estavam de boa quando os navios europeus foram chegando no século XV. Primeiro os portugueses e depois a moçada dos Países Baixos, Dinamarca, Grã-Bretanha, França... e por intermédio de companhias autorizadas, montaram um comércio que se baseava essencialmente no tráfego de escravos. Do século VII ao XX, cerca de 14 milhões de escravos foram levados para o mundo árabe pelo Saara e pelos portos da costa oriental. A eles se devem somar os que, do século XV ao XIX, foram para a América: de 15 a 20 milhões, mais os que morreram durante a viagem. 

Não bastasse o comércio de gente, de humanos, para a escravidão, os
"invasores" fincaram o pé lá e não saíram até que de lá pouco restasse para que pudesse ser tomado. A partir de 1805, a França tentou lentamente extrair recursos do Senegal, que ocupou em 1658. A Grã-Bretanha se instalou na Costa do Ouro a partir de 1875 e na Nigéria desde 1880, ano em que a França desencadeou a "corrida do ouro", com a Marcha do Níger. A Conferência de Berlim (novembro de 1884-fevereiro de 1885) não decidiu a partilha da África, mas acelerou a instalação territorial das potências europeias e a constituição de grandes impérios coloniais: inglês, holandês, italiano, belga e alemão, junto aos restos do império espanhol e português. Até à Segunda Guerra Mundial, a África subsaariana evoluiu em ritmos diversos, em função do meio e dos recursos, da precariedade das vias de comunicação, da densidade das populações e da urbanização. Por toda parte a massa camponesa (90% da população) sofreu com o domínio colonial. Entretanto a urbanização, acentuada após a Segunda Guerra Mundial, e a formação de elites letradas desenvolveram a consciência da identidade africana.

Levavam escravos os melhores homens e mulheres, os líderes do povo e seus conselheiros, e depois de lhes roubar a liberdade, identidade, família, as tradições, o povo e os levar cativos para uma terra distante, lhes tiravam preciosidades, especialmente a terra e seus recursos naturais e então dividiram a terra em países de acordo com o que consideraram ser o melhor para os "padrinhos" europeus, separando povos, famílias e juntando tribos com diferenças milenares, sabendo ser impossível a convivência pacífica.
O que sobrou, em muitos lugares da África, foi o caos. Tentativas de governos, golpes, guerras, genocídios, miséria, doenças...

Há tempos que se tenta matar a África de alguma coisa.
Com guerras.
Com a fome.
Com a AIDS.
Violência.
Com o abandono, fechando-lhes as fronteiras e condenando-os ao isolamento com o Ebola.
E agora morrem afogados, de frio e fome nas travessias, os que tentam fugir do caos em direção ao lar dos que lhes visitaram há anos atrás e lhes deixaram o legado que hoje possuem.
E do lado de cá, manifestantes levantam suas placas racistas “Go Back To Africa!” sem se lembrar da história e da parcela de culpa que os países que hoje são invadidos têm quando eram eles os invasores e o mercado era outro: escravo, ouro, minérios.

Sou bisneto de imigrantes europeus. Alemães, italianos. Casados com franceses, portugueses, numa terra nova, chamada Brasil.
Meus antepassados vieram para substituir a mão de obra escrava no interior de São Paulo, na fazenda de Ibicaba, distrito de Limeira, hoje Cordeirópolis, que era de propriedade do Senador Vergueiro e que os convidava para a “substituição” através de agentes na Europa que faziam uma propaganda das belezas do Brasil, da facilidade de vida e da possibilidade de um pedaço de terra depois de alguns anos de trabalho na lavoura, fascinando assim os imigrantes alemães e suíços que passavam grande dificuldade e fome devido à Crise da Batata e a difícil adaptação à urbanização causada pela Revolução Industrial.
Vendiam o que tinham e iam com o que conseguiam para o porto de Hamburgo, de onde embarcavam maltrapilhos para uma terra completamente nova, trabalhando em condições deploráveis, como “escravos brancos”, assim como foi denunciado por Thomas Davatz no livro “Memórias de um colono” de 1850. Os italianos vieram para, de certa forma, substituir os alemães e suíços depois da denúncia de Davatz e o bloqueio desses países à vinda de imigrantes para o país.

Os europeus já fugiram do caos, da fome e da miséria em direção à Nova América. Hoje são os africanos que fogem em direção à Europa. Num sistema de caos instalado e de opressão sem fim, não há possibilidade de não considerar uma nova vida em um novo lugar. E o mundo precisa estar preparado para isso, será assim cada vez mais, pois temos construído no mundo, especialmente na África, Ásia e Oriente Médio, ao longo dos anos, um habitat insuportável de opressão, violência e desprezo.


Gito.

Habitat Insuportável



"Que loucura fazem esses negros, fugindo da África e quando não morrem afogados na travessia, vão invadindo a Europa toda!"

Esse foi um comentário que surgiu enquanto esperávamos a fornada de pão que iria sair e passava na TV da padaria, uma reportagem sobre o naufrágio que vitimou cerca de 800 imigrantes africanos que tentavam fugir para a Itália.

A verdade é que não foram os africanos que invadiram nada. Estavam de boa quando os navios europeus foram chegando no século XV. Primeiro os portugueses e depois a moçada dos Países Baixos, Dinamarca, Grã-Bretanha, França... e por intermédio de companhias autorizadas, montaram um comércio que se baseava essencialmente no tráfego de escravos. Do século VII ao XX, cerca de 14 milhões de escravos foram levados para o mundo árabe pelo Saara e pelos portos da costa oriental. A eles se devem somar os que, do século XV ao XIX, foram para a América: de 15 a 20 milhões, mais os que morreram durante a viagem. 

Não bastasse o comércio de gente, de humanos, para a escravidão, os
"invasores" fincaram o pé lá e não saíram até que de lá pouco restasse para que pudesse ser tomado. A partir de 1805, a França tentou lentamente extrair recursos do Senegal, que ocupou em 1658. A Grã-Bretanha se instalou na Costa do Ouro a partir de 1875 e na Nigéria desde 1880, ano em que a França desencadeou a "corrida do ouro", com a Marcha do Níger. A Conferência de Berlim (novembro de 1884-fevereiro de 1885) não decidiu a partilha da África, mas acelerou a instalação territorial das potências europeias e a constituição de grandes impérios coloniais: inglês, holandês, italiano, belga e alemão, junto aos restos do império espanhol e português. Até à Segunda Guerra Mundial, a África subsaariana evoluiu em ritmos diversos, em função do meio e dos recursos, da precariedade das vias de comunicação, da densidade das populações e da urbanização. Por toda parte a massa camponesa (90% da população) sofreu com o domínio colonial. Entretanto a urbanização, acentuada após a Segunda Guerra Mundial, e a formação de elites letradas desenvolveram a consciência da identidade africana.

Levavam escravos os melhores homens e mulheres, os líderes do povo e seus conselheiros, e depois de lhes roubar a liberdade, identidade, família, as tradições, o povo e os levar cativos para uma terra distante, lhes tiravam preciosidades, especialmente a terra e seus recursos naturais e então dividiram a terra em países de acordo com o que consideraram ser o melhor para os "padrinhos" europeus, separando povos, famílias e juntando tribos com diferenças milenares, sabendo ser impossível a convivência pacífica.
O que sobrou, em muitos lugares da África, foi o caos. Tentativas de governos, golpes, guerras, genocídios, miséria, doenças...

Há tempos que se tenta matar a África de alguma coisa.
Com guerras.
Com a fome.
Com a AIDS.
Violência.
Com o abandono, fechando-lhes as fronteiras e condenando-os ao isolamento com o Ebola.
E agora morrem afogados, de frio e fome nas travessias, os que tentam fugir do caos em direção ao lar dos que lhes visitaram há anos atrás e lhes deixaram o legado que hoje possuem.
E do lado de cá, manifestantes levantam suas placas racistas “Go Back To Africa!” sem se lembrar da história e da parcela de culpa que os países que hoje são invadidos têm quando eram eles os invasores e o mercado era outro: escravo, ouro, minérios.

Sou bisneto de imigrantes europeus. Alemães, italianos. Casados com franceses, portugueses, numa terra nova, chamada Brasil.
Meus antepassados vieram para substituir a mão de obra escrava no interior de São Paulo, na fazenda de Ibicaba, distrito de Limeira, hoje Cordeirópolis, que era de propriedade do Senador Vergueiro e que os convidava para a “substituição” através de agentes na Europa que faziam uma propaganda das belezas do Brasil, da facilidade de vida e da possibilidade de um pedaço de terra depois de alguns anos de trabalho na lavoura, fascinando assim os imigrantes alemães e suíços que passavam grande dificuldade e fome devido à Crise da Batata e a difícil adaptação à urbanização causada pela Revolução Industrial.
Vendiam o que tinham e iam com o que conseguiam para o porto de Hamburgo, de onde embarcavam maltrapilhos para uma terra completamente nova, trabalhando em condições deploráveis, como “escravos brancos”, assim como foi denunciado por Thomas Davatz no livro “Memórias de um colono” de 1850. Os italianos vieram para, de certa forma, substituir os alemães e suíços depois da denúncia de Davatz e o bloqueio desses países à vinda de imigrantes para o país.

Os europeus já fugiram do caos, da fome e da miséria em direção à Nova América. Hoje são os africanos que fogem em direção à Europa. Num sistema de caos instalado e de opressão sem fim, não há possibilidade de não considerar uma nova vida em um novo lugar. E o mundo precisa estar preparado para isso, será assim cada vez mais, pois temos construído no mundo, especialmente na África, Ásia e Oriente Médio, ao longo dos anos, um habitat insuportável de opressão, violência e desprezo.


Gito.

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